Sindicatos apontam para adesão de 80% à greve, mas ULS fala em 24%

Sindicatos e administração fizeram balanços distintos da adesão dos trabalhadores da saúde à greve de 24 horas convocada, com os primeiros a situá-la nos 80% e a Unidade Local de Saúde (ULS) nos 24%.
Convocada pelos Sindicatos dos Médicos da Zona Sul (SMZS), pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas do Sul para pedir melhores condições de trabalho e a contratação de mais profissionais, a greve foi um “sucesso”, afirmou o porta-voz das estruturas sindicais, André Gomes, que situou nos 80% a adesão global dos três sindicatos.
“Foi uma aposta dos três sindicatos. Diria que foi uma greve histórica deste ponto de vista, da união dos três tipos de carreira, e resultou neste impacto à greve. Esperamos que se abram agora caminhos para uma negociação mais forte e esperamos que o Governo ouça os trabalhadores”, declarou.
No entanto, o presidente da ULS do Algarve, Tiago Botelho, apontou para uma adesão de 24% em todas as carreiras, no turno da manhã (que terminou às 16h).
Embora com dados apenas relativos ao turno da manhã, o presidente da ULS do Algarve considerou que a paralisação teve um impacto “significativamente reduzido” na atividade hospitalar e exemplificou com as 193 consultas desmarcadas no período da manhã, das 2160 que estavam previstas.
Tiago Botelho indicou ainda que “apenas duas cirurgias” foram canceladas, num total de sete previstas para o turno da manhã. “Parece-me que temos tido dias de greve com adesões muito superiores”, comparou.
Jornal do Algarve