Guilherme Weber confessa ser fã de novelas das sete desde a infância: 'Faziam a minha cabeça'
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Guilherme Weber (52) entrou para o elenco de Volta por Cima, da TV Globo, em novembro do ano passado e desde então vem ganhando cada vez mais destaque na trama de Claudia Souto. Depois de seu último trabalho na emissora, quando deu vida ao personagem Jonathan em Cara e Coragem (2022), da mesma autora, ele volta com tudo ao interpretar o contraventor Marco. Durante abertura das gravações do folhetim, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com a presença da CARAS Brasil, o ator fala com carinho sobre a nova oportunidade e confessa ser fã de novelas das sete desde a infância. "Faziam a minha cabeça", revela.
O artista não se intimida ao declarar ser "um pouco estranho" entrar num folhetim após sua estreia, e com as tramas já muito bem desenvolvidas. "Entrar com a novela andando não é que seja mais fácil ou difícil, é um pouco estranho porque as pessoas já desenvolveram toda uma ligação, já tem todo uma comunidade de amizade criada, já tem as gírias próprias que você tem que correr um pouco atrás para fazer parte do clã. Mas ter amigos na novela ajudou nisso muito, porque o meu núcleo é composto por amigos de muitos anos", entrega.
"Já fiz muito teatro com Bel Teixeira, muitas peças; o Kiki conheço de milênios, de ver peça, de projetar coisas de bar, de viagem; Drica; Rodrigo Fagundes (...) É a minha terceira novela com ele - a gente fez as três da Claudia -, e também é meu companheiro de teatro, a gente fez peças juntos. Caí em um núcleo de turma; e tem essa história que um camarim é para sempre. Quando você divide um camarim com um ator, é para sempre, vira família. Então, esse camarim foi como voltar para casa um pouco. E também a alegria de encontrar veteranos que admiro de milênios, que são o Zé de Abreu e a Betty Faria", emenda.
Para Guilherme, a novela das sete tem um lugar especial em seu coração. "É o horário que mais fiz; o que mais fiz foi novela das sete e eu adoro, porque tem um pouco de farsa, um pouco comédia, um pouco de paródia, as tintas podem ser mais carregadas, mais surrealistas. Já disse um escritor que o único realismo possível pra América Latina é o surrealismo. Então, acho que a novela das sete cumpre um pouco esse lugar de abraçar muitos subgêneros em si e ter um diálogo popular, um diálogo pop muito vibrante", analisa.
"E eu me lembro quando era garoto, que eu era um espectador assíduo de novela, e que eu gostava de ver novela das sete. Era Hipertensão, Transas & Caretas, Que Rei Sou Eu?, Vereda Tropical, Top Model (...) Essas eram as novelas que faziam a minha cabeça", completa.
PARCERIA COM ISABEL TEIXEIRA
Acreditando ter caminho livre para cortejar Violeta (Isabel Teixeira), Marco vai até a casa da contraventora para propor aliança comercial e até matrimonial. Em pouco tempo de conversa, ele investe pesado e consegue roubá-la um beijo, que é retribuído. A cena foi ao ar no último dia 20. Questionado sobre o clima nos bastidores de Volta por Cima com a icônica intérprete de Maria Bruaca, no remake de Pantanal (2022), Guilherme celebra: "A gente se diverte porque temos muito repertório em comum".
E continua: "Por exemplo, a Bel é como eu, uma grande admiradora da história do teatro, da televisão e do cinema no Brasil. Então, a gente tem muita piada interna, e fala da Tônia Carrero, do José Lewgoy, Cacilda Becker e da Cleide Yáconis. Então, a gente vai rindo também, vai meio que encarnando, imitando um para o outro esses personagens, um pouco desse clima nos bastidores da novela".

VOLTA POR CIMA NA VIDA
Guilherme Weber também fala de sua volta por cima na vida. "O brasileiro dá a volta por cima pelo menos duas vezes por ano, né? Quando decidi viver de cultura nesse País - e eu tinha 17 anos quando falei para os meus pais que queria fazer teatro, ser ator - acho que foi uma volta por cima. Volta por cima do meu próprio destino, do que os meus pais tinham projetado para mim, do medo que eles passaram, da insegurança", salienta.
"Então, acho que quando você escolhe trabalhar com a cultura nesse País, você já está dando uma volta por cima. Uma volta por cima do futuro que não está preparado para receber esse teu projeto, esse teu sonho. A gente dá essa volta por cima para fazer os nossos sonhos se manterem vivos. E a gente dá a volta por cima para conseguir viver e construir uma realidade minimamente justa para todos - e gente ainda está longe. Então, a gente vai dando a volta por cima diariamente", acrescenta o ator.
SUCESSO DA TRAMA DE CLAUDIA SOUTO
Volta por Cima, protagonizada por Jéssica Ellen (32) e Fabrício Boliveira (42), traz uma trama popularesca, tendo o subúrbio carioca e uma empresa de ônibus como pano de fundo para abordar o cotidiano e os dilemas diários de brasileiros de classes sociais menos favorecidas. O folhetim conquistou o público por apresentar uma mistura de leveza, humor e tensão.
"A novela tem essa vocação para a convivência cotidiana, para a convivência doméstica. Você vai mudando, vai enfrentando o teu ano, passando por suas conquistas, e a novela vai seguindo junto. Então, aqueles personagens vão virando companheiros de jornada. E a Claudia faz muito bem essa relação doméstica entre vida real e vida ficcional", pontua Guilherme.
"Quando é Natal, é Natal na novela. Então, você sai para comprar o seu peru e os personagens estão fazendo a mesma coisa. Ano Novo, Carnaval (...) E isso é tão tocante! Acho que isso faz tão parte da relação espectador-novela. Esses são os motivos que a novela é um sucesso, porque ela é extremamente afetiva, ela fala de superação, ela fala de coração, de família. Então, ela realmente expira uma volta por cima, expira a possibilidade que a vida presta - citar a nossa menina de ouro Fernanda Torres (risos)", continua.

CARNAVAL 2025
Faltam pouquíssimos dias para o Carnaval - a festa mais popular do Brasil. É celebrado de diferentes formas em cada região do País, envolvendo trios elétricos, blocos de rua e desfiles de escolas de samba, comemorações que Guilherme Weber adora! "Eu amo Carnaval, pura e simplesmente. E o Rio é um dos melhores lugares para morar quando se ama Carnaval. E eu gosto de todos os tipos de carnavais", frisa.
"Vou para a Sapucaí assistir, desfilo, vou para bloco de rua, para festa eletrônica de Carnaval; o que tiver no Carnaval nesses quatro dias, ou seis, ou oito, um mês (...) Não sou muito do pré-carnaval, eu gosto do Carnaval, daquela semaninha de Carnaval. Mas adoro, sou bem carnavalesco mesmo. Esse ano, não vou desfilar, só assistir - assistir a Viviane (Araújo), assistir a Mangueira, a Beija-Flor, que são a minha trinca de ouro", finaliza o artista.
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